Roteiro de 3 Dias: Itapiranga, Salto do Yucumã e Ametista do Sul
Roteiro pronto de 3 dias unindo Itapiranga (SC), o Salto do Yucumã e Ametista do Sul (RS), com horários, ordem das paradas e onde dormir cada noite.
Roteiro pronto de 3 dias unindo Itapiranga (SC), o Salto do Yucumã e Ametista do Sul (RS), com horários, ordem das paradas e onde dormir cada noite.
Tem uma viagem que muita gente faz pela metade. A pessoa vem para o Salto do Yucumã, acrescenta Ametista do Sul porque está no mesmo lado do mapa, passa correndo por Itapiranga e volta para casa achando que conheceu a região.
Dá para fazer bem melhor sem aumentar a viagem. Três destinos, três dias, dois estados, e um circuito que fecha sozinho porque as distâncias entre eles são curtas. Este é o roteiro que a gente indicaria para um amigo.
Duas noites parecem suficientes no mapa, mas não são. O Parque Estadual do Turvo só recebe visitantes das 8h às 16h, de quinta a segunda, e a visita ao Salto consome uma manhã inteira contando a estrada interna e a trilha. Ametista do Sul pede pelo menos meio dia, porque as visitas às minas são guiadas e algumas têm horário fixo.
Se você espremer tudo em dois dias, vai passar o tempo dentro do carro e vai chegar em cada lugar com o relógio na mão. Com três dias, sobra tempo para as duas coisas que dão o tom da região: o Rio Uruguai e a mesa.
O trajeto forma um arco. Você entra por Santa Catarina, atravessa o Rio Uruguai de balsa, desce pelo noroeste gaúcho e volta pelo mesmo ponto, ou segue viagem pelo Rio Grande do Sul.
As distâncias de cada perna, de carro:
Nenhum desses tempos inclui a balsa. A espera no porto e a travessia variam com o movimento e com o nível do Rio Uruguai, e com o rio cheio a operação fica mais lenta ou pode ser suspensa. Conte uma folga e confira a situação antes de sair, como explicamos no guia da balsa.
Se for conferir no Google Maps, veja se a rota passa mesmo pela balsa. O aplicativo às vezes contorna o rio por outra ponte e devolve uma distância bem maior.
A escolha de dormir a primeira noite em Itapiranga não é sentimental, é estratégica: a cidade é a última com estrutura completa antes da travessia, e dormindo aqui você pega a balsa cedo e chega no parque na abertura, quando a luz é melhor e o movimento é menor.
Tarde
Comece pelo Centro Histórico Germânico, que conta a saga da colonização alemã no Extremo Oeste. Depois suba ao Observatório Uruguai para ver o vale inteiro do alto. Se o tempo estiver bom, encaixe o Marco das Três Fronteiras, o ponto onde Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Argentina se encontram.
Fim de tarde
Uma parada na Cervejaria Lassberg, a mais premiada do Oeste catarinense.
Noite
Jantar de comida alemã na cidade. As opções estão no nosso guia de onde comer em Itapiranga.
Onde dormir: hotel no centro, ou um chalé nos arredores se você quiser acordar no verde. Veja onde ficar em Itapiranga e a seleção de cabanas e chalés.
Antes de dormir, confira três coisas: se amanhã é dia de parque aberto, se o Salto está visível e se você já tem o ingresso. Explicamos cada uma em o Salto do Yucumã está visível?.
Antes das 7h
Café da manhã e saída. Atravesse o Rio Uruguai na balsa para Barra do Guarita. A travessia funciona 24 horas, por ordem de chegada, sem agendamento. Os detalhes estão no guia da balsa.
Manhã
Siga por Tenente Portela até Derrubadas e entre no Parque Estadual do Turvo logo na abertura, às 8h. Da portaria são 15 km de estrada de chão, com limite de 30 km/h, até a área de visitação. De lá sai a trilha curta que leva ao mirante da queda.
Reserve a manhã inteira. A própria concessionária calcula duração mínima de 2h30 para a visita completa, e o Salto tem quase dois quilômetros de extensão. Não é passeio de fazer com pressa.
Custo da entrada: R$ 80 por pessoa, mais R$ 20 de estacionamento. Crianças de 2 a 12 anos, estudantes e maiores de 60 anos pagam meia. Compre pelo site em ingressos.macucoyucuma.com.br, por causa do limite de 252 visitantes por dia.
Almoço
Em Derrubadas ou em Tenente Portela.
Tarde
Siga para Ametista do Sul. O caminho passa por Frederico Westphalen, a cidade maior do trecho, boa para abastecer e resolver qualquer pendência.
Onde dormir: Ametista do Sul tem pousadas e hotéis pequenos, como a Pousada Safira e o Hotel Di Palazzo, no centro. Frederico Westphalen, que fica no caminho, é a alternativa com mais oferta, com hotéis como o Cantelle, no centro, e o Serrano e o Pigatto, na BR-386. Os valores mudam bastante com a época, então compare nas plataformas de reserva antes de fechar.
Ametista do Sul é uma cidade de pouco mais de 7 mil habitantes com mais de cem garimpos, metade deles ativos, e minas que chegam a 60 metros de profundidade. Ela se chama capital mundial da pedra ametista e o título não é exagero de folder.
Manhã
Visita a uma mina. Os complexos turísticos da cidade combinam entrada na mina com museu de pedras, e alguns têm estrutura subterrânea que vale a experiência por si só: restaurante, adega e até piscina aquecida dentro da rocha.
Não deixe de ver a igreja revestida de ametista, considerada única no mundo. É a imagem que as pessoas levam de lembrança da cidade.
Entre os complexos abertos à visitação estão o Belvedere Mina, o Ametista Parque Museu e o Geoparque Subterrâneo, além de garimpos em atividade que recebem grupos. Valores, duração e horários mudam de um complexo para outro e ao longo do ano, e alguns passeios pedem agendamento. Antes de ir, fale com a Secretaria do Turismo de Ametista do Sul: (55) 3752-1718 ou contato@ametistadosul.tur.br. O site ametistadosul.tur.br reúne os pontos de visitação.
Tarde
Compras de pedra direto na fonte e retorno. Se você vai voltar por Santa Catarina, o caminho é o mesmo arco de volta até a balsa de Itapiranga.
Se você só tem 2 dias
Corte Ametista do Sul. Faça Itapiranga na tarde do primeiro dia, o Salto na manhã do segundo e volte. Ametista do Sul merece um dia inteiro e não cabe bem em sobra de tempo.
Se você tem 4 dias
Acrescente uma segunda noite em Itapiranga na volta e use o dia extra para o rafting no Rio Uruguai, para o turismo rural ou para as trilhas e cachoeiras da região.
Se você viaja com crianças
Inverta a ordem e deixe Itapiranga para o final, com o dia inteiro livre. A cidade tem bastante coisa para família, como mostramos em Itapiranga com crianças.
Se o Salto não estiver visível
Troque o dia 2. Fique mais um dia em Itapiranga e siga direto para Ametista do Sul no dia seguinte. O rafting, inclusive, fica melhor quando o rio está mais cheio, que é justamente quando o Salto some.
A janela que combina com os três destinos é de novembro a abril, porque é quando o Rio Uruguai costuma estar baixo e o Salto do Yucumã fica visível. Ametista do Sul e Itapiranga funcionam o ano inteiro.
Se você quiser somar uma festa ao roteiro, outubro é o mês da Oktoberfest de Itapiranga, a festa que deu à cidade o título de Berço Nacional da Oktoberfest. Nesse caso, reserve hospedagem com bastante antecedência. O calendário completo está em eventos em Itapiranga.
Esse circuito funciona porque as três paradas são diferentes entre si: uma cidade de cultura alemã à beira do Rio Uruguai, uma das maiores quedas do mundo dentro de uma floresta preservada, e uma cidade que vive de tirar pedra preciosa do chão. Em três dias você percorre tudo sem correria.
E se der para fazer uma escolha esperta, faça esta: use Itapiranga como base da primeira noite. Você ganha a manhã inteira no parque e ainda conhece uma cidade que a maioria dos viajantes atravessa sem olhar.
Três dias é o ideal. O Parque Estadual do Turvo recebe visitantes só das 8h às 16h e o Salto consome uma manhã inteira, enquanto Ametista do Sul pede pelo menos meio dia por causa das visitas guiadas às minas. Em dois dias dá para fazer, mas com pressa e muito tempo dentro do carro.
Dormir a primeira noite em Itapiranga, atravessar a balsa cedo no segundo dia e chegar ao Parque do Turvo na abertura, às 8h. À tarde seguir para Ametista do Sul e deixar as minas para o terceiro dia. Assim você aproveita a melhor luz e o menor movimento no Salto.
Itapiranga é a última cidade com estrutura completa antes da travessia do Rio Uruguai e concentra hotelaria, restaurantes e atrativos próprios. Dormindo ali você pega a balsa cedo, chega no parque na abertura e ainda conhece a cidade na tarde anterior, sem gastar um dia a mais.
De novembro a abril, quando o Rio Uruguai costuma estar mais baixo e o Salto do Yucumã fica visível. Ametista do Sul e Itapiranga recebem visitantes o ano inteiro. Em outubro acontece a Oktoberfest de Itapiranga, o que exige reservar hospedagem com antecedência.
Não de forma proveitosa. O circuito completo soma cerca de 220 km de estrada, mais a travessia de balsa, e tanto o parque quanto as minas têm horário limitado e visita guiada. Em um dia você passaria a maior parte do tempo dirigindo.
Trocar a ordem do roteiro: ficar mais um dia em Itapiranga e seguir direto para Ametista do Sul. O rafting no Rio Uruguai, em Itapiranga, funciona melhor justamente quando o rio está mais cheio, que é quando o Salto desaparece.
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